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SESC BELENZINHO - SÃO PAULO
29/04 A 15/05

Homens Pink é um espetáculo criado a partir dos depoimentos de um grupo de senhores gays. No corpo-arquivo em cena, narrativas sobre infância, fervo, epidemia e resistência conectam-se a acervos pessoais e compõem um documento performativo que celebra a experiência dos pioneiros e o orgulho das ancestralidades dissidentes.

Espetáculo Homens Pink traz relatos de homens gays idosos no Sesc Belenzinho

 

 

A direção e dramaturgia é de Renato Turnes que também está em cena na montagem da Cia La Vaca, de Florianópolis (SC). O projeto iniciou sua trajetória com um documentário e agora chega aos palcos numa performance que celebra o orgulho da ancestralidade LGBTQIA+. Durante a pesquisa, o ator encontrou, em São Paulo e em Florianópolis, nove homens gays dispostos a compartilhar com ele suas memórias

 

Partindo de depoimentos de homens gays idosos e com uma obra que celebra o orgulho da ancestralidade LGBTQIA+ Renato Turnes dirige, escreve e protagoniza Homens Pink. O solo, da Cia La Vaca (SC), estreia na sexta-feira, 29 de abril, às 21h30, no Sesc Belenzinho. A temporada vai até 15 de maio com sessões sextas e sábados, às 21h30, e domingo, às 18h30.

 

O espetáculo é uma performance documental solo que toma como base para sua dramaturgia original os relatos dos senhores entrevistados, no sentido de atualizar memórias de resistência. Recordações pessoais do ator se fundem a lembranças emprestadas: a infância, o sexo, o fervo, a epidemia da AIDS e a luta dos pioneiros.

 

O projeto foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural de 2017/2018 e iniciou sua trajetória com um documentário homônimo que estreou online entre os anos de 2020 e 2021 em festivais nacionais e até em Bangkok, na Tailândia. Com a temporada no Sesc Belenzinho, o filme ficará disponível no site da Cia de 27 de abril até 17 de maio com audiodescrição e libras, além de legendagem em inglês e espanhol. Nos palcos, Homens Pink também ganhou uma performance virtual devido aos protocolos sanitários para a contenção da pandemia do Covid-19. Com a retomada das atividades e o retorno dos eventos culturais, o espetáculo encontra o público para uma temporada presencial.

Fotos: Cristiano Prim

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“Na época de minha adolescência, tinha uma geração mais velha que já era conectada com o universo LGBTQIA+. Eles sabiam as melhores músicas, tinham mais conhecimento da moda, eram um modelo para nós mais jovens. Com o passar dos anos, comecei a questionar por onde andavam essas pessoas e iniciaram-se os questionamentos sobre o processo de envelhecimento e invisibilidade. A questão de não se sentir mais confortável em certos ambientes. Assim como toda a sociedade, esta comunidade também é atingida por não estar mais nos padrões de beleza e consumo. Foram encontrados momentos de convergência como a explosão da epidemia da AIDS. São narrativas que se distanciam e se tocam ao mesmo tempo”, ressalta o ator.

 

Durante a pesquisa, Renato Turnes encontrou, em São Paulo e em Florianópolis, nove homens gays dispostos a compartilhar com ele suas memórias: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa e Wladimir Soares. Fotos, projeções e objetos dos próprios entrevistados compõem os elementos de cenário e figurino que remetem a luz e escuridão, características que reforçam o tom agridoce do espetáculo em meio aos fragmentos narrativos.

 

A Cia La Vaca também estreou o documentário O Amigo do Meu Tio em 2022 que conversa com a peça Homens Pink. Por meio de imagens antigas de fitas VHS, é mostrada a história da infância de uma criança LGBTQIA+. O filme foi vencedor do 29º Festival Mix Brasil na categoria Prêmio Canal Brasil de Curtas.

 

“Nossas histórias eram contadas por um grupo hegemônico, passando pelos mesmos temas e abordagens. Todavia, nos últimos anos, houve uma mudança de perspectiva. Finalmente a história tem sido contada por nós mesmos. A comunidade LGBTQIA+ tem mostrado suas vidas, gerando novas facetas envolvendo idade, raça. Homens Pink é uma reverência para aqueles que vieram antes, os pioneiros na luta por uma série de direitos”, enfatiza Turnes.

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FICHA TÉCNICA:

Direção artística, texto e performance: Renato Turnes. Assistência de criação: Karin Serafin. Iluminação e projeções: Hedra Rockenbach. Edição de vídeos: Marco Martins. Imagens VHS: Carlos Eduardo Valente e Dominique Fretin. Figurinos e máscara: Karin Serafin. Trilha sonora original: Hedra Rockenbach. Arte gráfica: Daniel Olivetto. ​Fotos: Cristiano Prim. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção: Milena Moraes.

 

Realização: La Vaca Companhia de Artes Cênicas.

 

Artistas provocadores: Anderson do Carmo, Vicente Concilio, Fabio Hostert e Max Reinert.

A partir das memórias de: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa, Wladimir Soares. Acervos pessoais gentilmente cedidos pelos entrevistados.

 

Apoio: Rumos Itaú Cultural e Sesc.

 

SERVIÇO:

HOMENS PINK

Sesc Belenzinho - Local: Sala de Espetáculos I

R. Padre Adelino, 1000 - Belenzinho, São Paulo - SP, 03303-000 - Telefone(11) 2076-9700

Temporada: De 29 de abril a 15 de maio. Sextas e sábados, às 21h30, e domingo, às 18h30

Ingressos: R$ 30 (Inteira)  e R$ 15 (Credencial Plena / Meia)

Compras: https://www.sescsp.org.br/programacao/homens-pink/  (Vendas a partir de 19/4)

Duração: 50 minutos. Classificação: 14 Anos. Capacidade: 100 lugares